64 fichas e 470 itens de inspeção para controlar a execução da obra do gabarito à entrega. Cada item traz o que conferir, com qual instrumento, qual o critério numérico para aceitar e qual norma sustenta esse critério. Sem “verificar se está bom”.
Um saco de cimento empedrado recusado no portão custa uma discussão com o fornecedor. O mesmo saco aplicado em uma laje custa a laje. Uma parede fora de prumo, descoberta antes do revestimento, custa meia hora de conversa. Descoberta depois do porcelanato assentado, custa a parede inteira.
O que separa os dois cenários não é competência da equipe — é o momento em que o serviço é conferido, e se existe um critério escrito antes de a discussão começar. Quando o critério é a opinião de quem olha naquele dia, toda medição vira negociação.
A FVS e a FVM resolvem exatamente isso: definem antes do serviço o que será conferido, com qual instrumento, e qual número aceita ou recusa. Não é relatório do que aconteceu — é contrato técnico assinado antes da execução.
A medição do prestador só é liberada com a FVS da etapa aprovada. Escreva isso no contrato dele antes de a obra começar. Sem essa amarração, você terá fichas bonitas e obra igual à de antes — e o manual explica como fazer essa amarração em obra própria e em obra com empreiteiro.
| Família | Fichas |
|---|---|
| 01 · Serviços preliminares | 1 |
| 02 · Terraplenagem | 1 |
| 03 · Fundação | 2 |
| 04 · Estrutura | 4 |
| 05 · Alvenaria | 3 |
| 06 · Cobertura | 3 |
| 07 · Impermeabilização | 2 |
| 08 · Instalações | 8 |
| 09 · Revestimentos | 6 |
| 10 · Esquadrias | 2 |
| 11 · Pintura | 2 |
| 12 · Acabamento e entrega | 2 |
| Total | 36 |
As 28 fichas de material cobrem cimento e cal, areia e brita, aço CA-50/CA-60 e concreto usinado, blocos cerâmicos e de concreto, argamassas industrializadas e colantes, gesso, placas cerâmicas e porcelanato, tubos e conexões, fios e cabos, disjuntores e dispositivos de proteção, louças, metais e bancadas, esquadrias de alumínio e madeira, telhas, madeira para fôrma, tintas e impermeabilizantes — cada uma com critério de rejeição na entrega e orientação de armazenamento no canteiro.
Estes são itens reais da ficha FVS-05-002, de elevação de alvenaria. É o padrão de escrita das 64 fichas do kit.
| Item e método | Critério de aceitação | Norma | Nível |
|---|---|---|---|
| Prumo da parede. Prumo de face ou régua com nível em cada pano. | Desvio ≤ 3 mm por metro, limitado a 10 mm na altura total. | NBR 16868 | Crítico |
| Juntas de argamassa. Medir junta horizontal e vertical. | 10 mm ± 3 mm; sem junta seca ou vazia. | NBR 15270 | Maior |
| Embutimento de instalações. Verificar passagem de eletrodutos nos furos do bloco. | Sem rasgo horizontal contínuo. Em parede portante, rasgo horizontal é proibido. | NBR 16868 | Crítico |
| Vãos de portas e janelas. Medir largura e altura de todos os vãos após a elevação. | ± 0,5 cm em relação ao quadro de esquadrias. | NBR 15575-4 | Crítico |
| Parede entre unidades. Inspecionar continuidade e furos passantes. | Espessura cheia, sem furo passante, sem tubulação cruzando a divisa; sobe até a cobertura. | NBR 15575-4 | Crítico |
Cada ficha termina com um ponto de parada — a condição objetiva sem a qual a etapa seguinte não é liberada. Nesta, é: revestimento não é liberado sem aprovação dos itens de prumo, embutimento e parede entre unidades. Dos 470 itens do kit, 181 são críticos: reprovados, interrompem a liberação da etapa até o tratamento da não conformidade.
Tudo em download imediato, liberado logo após a confirmação do pagamento.
O que abrir primeiro, o que imprimir na primeira semana e como colocar o sistema para rodar em uma obra que já começou. Se você só tem quinze minutos hoje, é este arquivo.
Onze capítulos: o que é FVS e FVM, quem inspeciona e quem não pode inspecionar, como montar o plano de inspeção da sua obra, como tratar não conformidade em ciclo fechado, como amarrar a ficha à medição do prestador, como ler os indicadores e o que fazer com eles na reunião de obra.
Uma ficha por página, pronta para imprimir e levar ao canteiro na prancheta. Objetivo, quando inspecionar, lote e amostragem, equipamentos, os itens com critério numérico, ponto de parada, registro de não conformidade e três assinaturas.
Aplicadas no portão da obra, antes de descarregar. Cada uma traz o que conferir na nota e no lote, a amostragem, o critério de rejeição e como o material deve ser armazenado no canteiro — a parte que quase todo sistema esquece e que estraga material já aprovado.
Sete abas: lista mestra das 64 fichas com controle de revisão, os 291 itens de FVS e os 179 de FVM em linhas para você adaptar, registro de inspeções com 400 linhas e listas de seleção, painel de indicadores que calcula sozinho a taxa de conformidade, o índice de retrabalho e o ranking dos serviços que mais reprovam, e o plano de inspeção da obra.
Nove cláusulas, com as modalidades de uso empresarial e de uso profissional. Você sabe exatamente o que pode adaptar, imprimir e aplicar — e o que não pode.
Vale mais dizer isso antes da compra do que depois.
Você administra obra própria ou de terceiros e mede serviço de empreiteiro. Você tem mais de uma obra rodando e não consegue estar nas duas. Você já pagou retrabalho que ninguém sabe explicar onde nasceu. Você presta serviço de gerenciamento e precisa entregar controle documentado ao cliente. Ou você quer estruturar a parte de controle de execução exigida no SiAC do PBQP-H.
Você procura um sistema que roda sozinho. A ficha só funciona com alguém designado para inspecionar e com consequência amarrada à medição. Sem isso, é papel.
Você quer certificação PBQP-H completa em um arquivo. O kit cobre controle de execução e de materiais, que é um bloco importante do SiAC — não o sistema de gestão inteiro, que envolve política da qualidade, análise crítica, auditoria e qualificação de fornecedores.
Você quer dispensar responsável técnico. Nenhuma obra no Brasil pode. O kit organiza o controle da execução; a responsabilidade técnica continua sendo de profissional habilitado com ART ou RRT.
Na aba Plano de Inspeção, marque quais das 64 fichas se aplicam à obra e quem responde por cada uma. Uma casa térrea costuma usar de 20 a 28.
Inclua a cláusula: medição liberada contra ficha aprovada. O manual traz o texto e o que fazer quando a obra já começou.
Imprima as fichas das próximas duas etapas e as FVM dos materiais que chegam nesta semana. Deixe no portão e na prancheta.
Quem executa não aprova a própria ficha. A inspeção acontece no local, com o instrumento na mão, não de memória no escritório.
Toda NC recebe responsável, prazo e reinspeção. Sem os três, não é tratamento — é registro de lamentação.
O painel aponta a taxa de conformidade na primeira inspeção, o índice de retrabalho e o ranking dos serviços que mais reprovam. É a pauta da reunião de obra.
FVS é a Ficha de Verificação de Serviço: o documento que define, antes de o serviço começar, o que será conferido, com qual instrumento e qual o critério para aceitar ou recusar. FVM é a Ficha de Verificação de Material, aplicada na entrada do material na obra, antes de descarregar. As duas existem pela mesma razão — é muito mais barato recusar do que corrigir.
Serve, e foi escrito para isso. A maioria dos sistemas de qualidade disponíveis nasceu em construtora de edifício vertical e não cabe em uma obra de duas ou três casas. O kit traz um plano de inspeção onde você marca quais fichas se aplicam. Uma casa térrea costuma usar de 20 a 28 fichas; as demais ficam disponíveis para quando a obra exigir.
As fichas vêm em PDF pronto para imprimir, e a planilha traz todos os 470 itens em linhas — item, método, critério, nível — para você adaptar o texto, incluir itens próprios da sua empresa e controlar a revisão de cada ficha. A lista mestra existe justamente para que a adaptação não vire bagunça de versão.
Vem, e é a razão do produto existir. “Verificar se está bom” não é critério. “Desvio de prumo ≤ 3 mm por metro, limitado a 10 mm na altura total” é. Cada item traz o número, o instrumento de medição e a norma correspondente, para que a conversa com o prestador seja sobre a medida e não sobre a impressão de quem olhou.
O kit cobre a parte de controle de execução de serviços e de materiais, que é uma exigência do SiAC. Mas certificação envolve outros elementos — política da qualidade, análise crítica pela direção, auditoria interna, qualificação de fornecedores, entre outros. O kit é um bloco importante do sistema, e não o sistema de certificação inteiro. Quem diz o contrário está vendendo mal.
A ficha é preenchida por quem inspeciona — mestre, encarregado da qualidade ou técnico. O princípio que não pode ser quebrado é o da separação: quem executa não aprova a própria ficha. A responsabilidade técnica pela obra continua sendo do profissional habilitado com ART ou RRT registrada, como em qualquer obra no Brasil.
Pode. A licença padrão é de uso empresarial: uso ilimitado nas obras da própria empresa compradora, incluindo impressão e adaptação das fichas. Para profissional autônomo que aplica em obras de clientes diferentes, o termo traz a modalidade de uso profissional. O que nenhuma das duas permite é revender, distribuir ou ceder o material a terceiros.
Não. São produtos independentes: o GM-90 é um projeto de casa geminada para construir; o QM-64 é o controle de qualidade de qualquer obra. Se você comprar os dois, eles conversam — as fichas cobrem exatamente as etapas descritas no caderno técnico do projeto.
Sim, como serviço à parte. Implantação inclui adaptação das fichas ao seu padrão construtivo, treinamento da equipe e acompanhamento das primeiras inspeções. Fale conosco pelo WhatsApp para orçar.
64 fichas, 470 itens, manual de aplicação e painel de indicadores. Download imediato e 7 dias de garantia incondicional.